O óbito do ator, diretor teatral e artista plástico Valter Costa, o Valtão, provocou forte comoção entre artistas e integrantes da cultura de Taboão da Serra. Sábado agora, dia 16, o secretário municipal de Cultura, Maestro Edson, lamentou a perda do amigo e destacou a necessidade de Valtão para a história do teatro da cidade.
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“É muito triste. Eu vinha acompanhando a situação do Valter. Ele vinha sofrendo muito, mas era um cara extremamente resistente, não se abatia”, afirmou. Segundo Maestro Edson, mesmo debilitado, Valtão fez questão de fazer parte da montagem da última edição da Paixão de Cristo, um dos espetáculos mais tradicionais de Taboão da Serra e ao qual dedicou grande parte de sua vida.
“Nesses últimos dias, com a Paixão de Cristo, foi uma luta para ele conseguir chegar até o final. A gente se virando para colocar a encenação em pé e não desonrar a ideia dele. Existia uma parceria muito bonita entre nós”, contou emocionado.
O secretário destacou ainda a sensibilidade artística de Valtão e relembrou trabalhos marcantes realizados por ele no decorrer da carreira. “O Valter fez grandes peças, participou de ‘O Homem de La Mancha’, em 2013, e era um artista de uma sensibilidade enorme”, explicou.
Para Maestro Edson, a cultura da cidade perde um de seus maiores representantes. “Ele lutou até quando pôde, mas o organismo já não respondia mais. O Walter vai deixar saudades para todos que conviveram com ele e para todos que amavam a dramaturgia e a comédia. Isso era o Valter Costa: um grande artista”, afirmou.
O óbito de Valtão deixa um sentimento de luto na cultura de Taboão da Serra. Mais do que um ator ou diretor, ele deixa um legado de dedicação, resistência e amor ao teatro, agendado na memória de gerações de artistas e moradores do município.
Fonte: O Taboanense


