O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tende a não aderir à aliança comercial sobre minerais críticos proposta através do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi lançada nesta semana e o Brasil recebeu um convite para integrá-la.
O Brasil adota uma política de “universalidade”, ou seja, fica aberto a negociar o tema com diferentes países. Na visão de fontes ouvidas através do Metrópoles, a proposta de Trump vai na contramão dessa postura, limitando possibilidades de parceria.
Além de tudo, o governo brasileiro prefere tratar o tema de forma bilateral ao invés de aderir a pactos multilaterais, como o lançado através do republicano.
Neste sentido, o Executivo negocia com a Índia um acordo sobre minerais críticos e terras raras. O que se espera é que o pacto seja assinado durante a visita do presidente Lula a Nova Delhi nas próximas semanas. O petista embarca ao país no dia 17 de fevereiro, e emendará em uma visita à Coreia do Sul. Além da questão dos minerais críticos, a viagem terá como foco a diversificação de mercados.
Leia também Aliança sobre minerais críticos Na última quarta-feira (4/2), em torno de 50 representantes de países se juntaram em Washington para a inauguração da aliança. O Brasil enviou um representante de baixo nível diplomático, e optou por não endossar o pacto.
Por outro lado, Japão, México e a União Europeia aderiram ao acordo, buscando parcerias para conter vulnerabilidades na cadeia global, atualmente dominada através da China.
A aliança com o México, informou o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), inclui um plano de ação para o desenvolvimento de “políticas comerciais coordenadas” que deve ser adotado em até 60 dias. Nele, estão previstas a reconhecimento, a exploração e as importações a preços mínimos de minerais críticos, com o objetivo de impedir possíveis interrupções de abastecimento de tais suprimentos.
Com informações Metropoles


