12 de novembro de 2025
Eduardo Toledo
Pouco mais de um ano depois de o falso atentado que feriu o então prefeito de Taboão da Serra, José Aprígio (Podemos), a Justiça de São Paulo inicia na próxima quarta (12) a fase decisiva do processo que pode trazer cinco réus a júri popular. A audiência de instrução ocorre no Fórum de Taboão da Serra, a começar das 13h, e marca um novo capítulo em um dos episódios mais polêmicos da história política recente da cidade.
O caso, ocorrido em 18 de outubro de 2024, ganhou repercussão nacional ao envolver a suspeita de um atentado forjado com o objetivo de impulsionar a candidatura de Aprígio, que tentava a reeleição à prefeitura. Ele foi atingido por um tiro de fuzil no ombro e sobreviveu depois de atendimento médico. Desde então, os cidadãos de Taboão da Serra aguarda por justiça e esclarecimentos definitivos sobre o crime.
De acordo com a investigação da Polícia Civil e do Ministério Público (MP), o atentado teria sido planejado por pessoas ligadas ao grupo político do ex-prefeito. A denúncia do promotor Juliano Atoji aponta que Gilmar de Jesus Santos, Odair Júnior de Santana e Jefferson Ferreira de Souza participaram diretamente da execução, enquanto Anderson da Silva Moura, conhecido como “Gordão”, e Clóvis Reis de Oliveira teriam intermediado a contratação e o planejamento do crime.
Conforme o MP, os cinco réus respondem por quatro tentativas de homicídio capacitado, além de adulteração de veículo, associação criminosa e, em um dos casos, lavagem de dinheiro. Dois deles ( Gilmar e Anderson) permanecem detidos; os outros três continuam foragidos.
A denúncia afirma ainda que o grupo receberia R$ 500 mil através do ataque simulado, quantia que seria dividida entre os executores e intermediários. Apesar das suspeitas, a polícia ainda não reconheceu quem seriam os mandantes do crime. Entre os investigados chegaram a figurar o próprio ex-prefeito e ex-integrantes de sua gestão, mas nenhum deles foi formalmente acusado até o momento.
No depoimento prestado no mês de abril de 2025, Aprígio negou qualquer envolvimento com a fraude e reforçou sua condição de vítima. Seu advogado, Allan Mohamed, declarou que “não há nenhum indício de que ele tenha forjado o próprio atentado”.
A decisão sobre o envio dos réus a júri popular deve ocorrer nas próximas semanas. O caso continua a gerar grande expectativa no município, que acompanha atenta o desfecho de um episódio que abalou a política local e continua, um ano depois, em busca de respostas.
Com informações do G1
Fonte: O Taboanense


