Apoiadores do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), demonstraram irritação nesta sexta feira (2/7) com o comportamento do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirmou mais cedo em entrevista que Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), poderiam ser sancionados através do governo dos Estados Unidos.
Um apoiador do presidente da Câmara classificou a provável medida como um “absurdo” e explicou esperar que ela não aconteça. A avaliação de chefes no Congresso é que politicamente Eduardo fica se isolando e deve trazer prejuízos para a oposição.
O que explicou Eduardo?
- Através da manhã, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apontou que Motta e Alcolumbre poderão ser os próximos alvos da suspensão de vistos e de sanções aplicadas através do governo de Donald Trump.
- Em entrevista ao programa Oeste com Elas, no YouTube, o parlamentar lancçou uma ameaça contra Motta e Alcolumbre: “Se o Brasil não conseguir pautar a anistia e o impeachment do Alexandre de Moraes, a coisa ficará ruim”.
- “O Davi Alcolumbre não está nesse estágio ainda, mas certamente está no foco do governo americano. Ele tem a possibilidade agora de não ser sancionado e não acontecer nada com o visto dele, se ele não der respaldo ao regime. E também o Hugo Motta, porque na Câmara dos Deputados tem a novidade da lei da anistia.”
Na mesma entrevista, Eduardo afirmou que o Brasil pode estar “mais perto do que nunca” de ver a Lei Magnitsky ser aplicada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A legislação impõe várias sanções econômicas quando aplicada.
O Metrópoles, através da coluna de Paulo Cappelli, já havia revelado que o governo Trump avalia aplicar uma sanção específica aos dois presidentes.
Chefe do PT diz que “efeito será o contrário”
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação sexta-feira agora (25/7), o parlamentar explicou que a “chantagem” terá efeito contrário.
Na visão de Lindbergh Farias, que é chefe do PT na Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “queimou todas as pontes e tenta intimidar o Congresso Nacional com sanções estrangeiras” para que as casas legislativas possam pautar o projeto de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Com informações Metropoles


