O chefe do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalvante (PL-RJ), deu um tipo de ultimato ao presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado pressiona que Motta leve a reunião de chefes o requerimento de urgência do projeto de lei da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.
Sóstenes destacou, em discurso na próxima quarta (23/4), que “tudo na política tem limite” e que “o tempo agora acabou“. O lídere do bloco ainda afirmou que, caso Motta não paute a urgência da anistia na reunião, o limite do PL seria ultrapassado.
“Se amanhã, esse requerimento [de urgência ao projeto de lei da anistia] não for incluído na pauta da reunião do colégio de líderes., nós do PL estamos entendendo que é um gesto do presidente Hugo Motta para com o PL da antipolítica, do desrespeito políticos e da falta de consideração para quem foram os seus primeiros aliados”, afirmou na tribuna.
Recentemente, o requerimento para o Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro tramitar sob regime de urgência conseguiu 257 assinaturas e, assim, assegurou o suporte da maioria absoluta de deputados federais. A marca, entretanto, não assegura tramitação.
Para que passe a tramitar sob esse regime, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisa pautar o pedido, e o plenário, referendá-lo. Antes disso, Motta ainda levaria a matéria ao colégio de chefes, que todas as semanas se reúne para decidir a pauta da semana seguinte.
Apesar de o pedido de urgência ter atingido maioria absoluta de apoios — o que cumpre regra do regimento da Câmara —, pautar essa demanda e o mérito da matéria ainda depende de Motta. Ou seja, o número de assinaturas cumpre uma formalidade, mas não assegura a tramitação.
Com informações Metropoles


