Interlocutores afirmaram ao Metrópoles que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá ao velório do papa Francisco, a ser feito na próxima quarta (23/4). O mandatário tinha boa relação com o chefe religioso, que morreu segunda-feira agora (21/4), aos 88 anos. Ele é tido um dos pontífices mais progressistas a comandar o Vaticano. A viagem ainda não foi confirmada de forma oficial através do Planalto.
Logo depois de o óbito de Francisco, Lula confidenciou a interlocutores sua vontade de viajar ao Vaticano, dada a sua boa relação com chefe religioso. Em 2019, Lula recebeu uma carta do papa Francisco. Naquela ocasião, o petista estava detido e enfrentava o luto pelas mortes de três pessoas próximas: da mulher Marisa Letícia; do irmão Genivaldo Inácio da Silva; e também do neto de 7 anos, Arthur Araújo Lula da Silva.
“Tendo presente as duras provas que o senhor ultimamente, especialmente a perda de alguns entes queridos – sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio e, mais recentemente, seu neto Arthur de somente 7 anos -, quero lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus”, dizia um segmento da carta.
O fator de complicação para a viagem foi a agenda, pois o presidente planejava um encontro com os chefes da Câmara na quarta, nos moldes da sua reunião descontraído com os chefes do Senado. O presidente deu começo a uma operação para melhorar sua relação com o Congresso, e isso inclui um esforço para dialogar mais, e pessoalmente, com parlamentares. Nesta terça (21/4), ele recebe o presidente do Chile, Gabriel Boric.
Em 2005, o petista foi ao Vaticano acompanhar o funeral do papa João Paulo 2º, junto com outros chefes de Estado. Agora, apoiadores do presidente Lula sugeriram uma comitiva brasileira também com representantes do Legislativo. Querem uma nova viagem do presidente da República com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e também do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
No Brasil, o presidente Lula decretou luto oficial de sete dias por motivo da morte de Francisco. Ao fazê-lo, falou que Francisco “criticou vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças. Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas. E sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e preconceitos”.
Com informações Metropoles


